Logo pela manhã, antes mesmo que os típicos engarrafamentos de uma terça-feira comum começassem, o jornalista Oswaldo Eustáquio foi surpreendido pela guarda boliv…digo, pela Polícia Federal em sua casa.
Era mais uma demonstração de poder do Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A punição ao profissional da comunicação precisava ser exemplar. Um recado velado para os outros engraçadinhos que porventura estivessem pensando em usufruir da tal liberdade de expressão.
Ah, a liberdade! Tão bonita nas páginas da Constituição Federal de 88. Na prática, a doce palavra é como um pão velho esmigalhado pelos homens de terno, que de vez em quando jogam seus fragmentos no chão. Nós, amantes do Estado, lambemos como cãezinhos famintos.
Oswaldo descumpriu uma determinação judicial de um inquérito ilegal e inconstitucional. Oswaldo não tem crime, não foi julgado, não foi defendido. Oswaldo virou leproso.
Moraes gostou da ciranda com os outros dez togados. De mãos dadas, formando um círculo macabro, prenderam 220 milhões no meio dessa roda. Cantam Geraldo André: "Caminhando e cantando e seguindo a canção. Somos todos iguais braços dados ou não”.
São todos iguais! Não só os onze. Na Brasília de 2020 tem perseguição, tem silêncio, tem um cercadinho para leprosos como Eustáquio.
Tempos sombrios.
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