Inflação na Argentina ultrapassa 55% em 12 meses


O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) informou que a inflação na Argentina subiu quase 7% em março. Em 12 meses, a inflação no país acelerou para pouco mais de 55%. A taxa mensal em março é a mais alta registrada na Argentina desde abril de 2002, quando a inflação registrou 10,4%.

O Indec salientou que março foi o primeiro mês a contemplar o impacto da invasão russa à Ucrânia sobre os preços dos alimentos e da energia. Entre janeiro e março, a inflação na Argentina acumula alta de pouco mais de 16%, o nível mais alto para o primeiro trimestre desde 1991, conforme o Indec.

Ainda segundo o instituto de estatísticas, os preços dos alimentos e das bebidas não alcoólicas avançaram pouco mais de 7% na comparação com fevereiro. Portanto, os programas do governo de Alberto Fernández para controlar os preços de vários itens básicos nos supermercados não funcionaram.

Já o segmento de habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis ficaram quase 8% mais caros no mês, atrás apenas de roupas e calçados (11%) e educação (24%). Os dados foram divulgados na quarta-feira 13, em meio ao racha entre os peronistas Alberto Fernández e Cristina Kirchner.

A divisão na esquerda levanta dúvidas sobre a capacidade do Executivo de restabelecer a economia.

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