Augusto Fonseca vai deixar comando da comunicação da campanha após rusgas entre alas do partido
Nesta quinta-feira (21), a direção do PT afastou o marqueteiro Augusto Fonseca da pré-campanha de Lula. O publicitário e diretor da agência MPB Estratégia e Criação era um dos pivôs da crise que tomou conta da equipe de comunicação de Lula, comandada pelo ex-ministro Franklin Martins.
Em nota, o partido disse que “razões administrativas e financeiras” levaram a sigla a interromper a contratação da produtora MPB Estratégia e Criação, agência de Fonseca.
"A MPB foi selecionada, dentre outras conceituadas agências, pela alta qualidade da proposta apresentada, além de sua comprovada experiência em campanhas políticas vitoriosas. No entanto, não foi possível compatibilizar a proposta orçamentária com o planejamento dos recursos partidários", afirmou a legenda.
BRIGA INTERNA
Uma disputa pelo comando da comunicação no partido colocou a permanência de Fonseca em xeque. Nos últimos dias, as divergências no comitê de Lula aumentaram, com troca de acusações entre o coordenador de Comunicação da campanha, Franklin Martins, e o secretário Jilmar Tatto.
A propaganda partidária na TV foi considerada despolitizada por aliados de Tatto. Na quarta-feira (20), Fonseca chegou a afirmar que as acusações de que os comerciais do PT exibiram um Lula “protocolar” eram “conversa mole”.
"O fogo amigo atingiu o ápice e estamos vivos", afirmou ele ao jornal O Estado de São Paulo, antes de ser anunciada sua dispensa.
A troca de marqueteiro representa uma derrota de Franklin, que bancou o nome de Fonseca. Tatto, por sua vez, cobrava a saída de Fonseca. A cúpula petista alegava que o orçamento de R$ 45 milhões, apresentado pelo marqueteiro, estava muito além da capacidade financeira do partido.
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