“Eu sempre digo, tem um bem maior do que a nossa própria vida, é a nossa liberdade. [É] inegociável. Quantos de nós somos agredidos ao longo da nossa vida pública? Lamentamos, não queremos ser agredidos. Mas temos mecanismos, temos como buscar reparar isso daí”, afirmou.
“Obviamente não podemos admitir que algum de nós que possa ter certos poderes interfira no destino final da nossa nação, nesse nosso bem maior que é a nossa liberdade de expressão”, acrescentou durante a abertura da Marcha dos Prefeitos, em Brasília (DF, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
A fala foi concedida cinco dias depois do mandatário conceder perdão presidencial ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). O parlamentar foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de impedir o livre exercício dos Poderes e ameaçar integrantes da Corte.
Na defesa do indulto presidencial, aliados bolsonaristas defendem que Silveira tem imunidade parlamentar e solicitaram ao mandatário a realização de um “ato cívico pela liberdade de expressão” no Palácio do Planalto, na quarta-feira (26). Se confirmado, o evento deve servir como de apoio a Silveira.


